Broken


Uma pontada no peito...
Certeira e tão dolorida...
Deixou minha boca amarga
E reabriu a ferida.

Como fui esquecer esta dor?
Quando me permiti sofrer outra vez?
Desatenta eu fui.
E pago agora o preço.

Deveria me lembrar
que você não é obrigado
a me amar...
Mas me esqueci
e agora sofro...

Só restaram cacos ao redor de mim.

(Elis Cândido/março de 2013)


É uma certeza tão grande e que não sei de onde vem...

Uma paz imensa, que me acalma e me faz bem...
É como ter um amigo por perto,
ganhar um abraço forte e um sussurro no ouvido:
Fique tranquilo... estou aqui. Vai dar tudo certo!

(Elis Cândido/março de 2013)

Um Copo Vazio


Um copo vazio
esquecido num canto do bar
Sem serventia...

Largado sob os efeitos do tempo
que o embaça
e  tira toda a vida.

Não há lembranças das tardes alegres
dos brindes 
e gargalhadas.

Opaco e sujo.
Um copo vazio à espera do fim.

Assim é meu coração
que já não ama,
que já não vive.

Um copo vazio...
Esquecido num canto qualquer.

(Elis Cândido/março de 2013)



Sola, perduta, abbandonata


Hoje não quero pensar em nada.
Dizer nada.
Decidir nada.

Estou parada no meio do caminho
E não sei para onde ir.

Confundo sonhos com realidade.
Caminho nas nuvens e durmo
com meus olhos abertos.

Estou confusa e perdida,
num turbilhão de pensamentos 
que me deixa atônita.

Estou só.

Mas sei que na verdade
sempre estive só.
Nada mudou.

Acho que eu é que mudei...

E me sinto cansada.
Sola, perduta, abbandonata...

(Elis Cândido/ fevereiro de 2013)

Visão


O que eu vejo em você
Ninguém mais pode ver
Pois não vejo com os olhos do corpo
Mas com os olhos da alma

Você me alegra
Me encanta
Me acalma

Pena eu não poder te dizer
Toda a beleza que vejo em você

(Elis Cândido/fevereiro de 2013)