Fugaz
Por que me faz tão mal
aquilo o que me faz bem?
Se não podes amar a mim,
amarás então a quem?
Este amor é minha vida
e a minha perdição.
Sem você estou perdida,
sinto que me falta o chão.
O que sentes por mim, bem sei,
que não passa de paixão.
Fogo fugaz, de chama breve,
que se perde com o tempo.
Que será de mim, então?
Se meu amor é meu tormento...
(Elis Cândido/setembro de 2011)
Chão de Flores
os caminhos por onde andei
falam muito sobre mim
deixei marcas sobre eles
e eles deixaram em mim
falam tanto estas curvas
e as retas desta estrada
cada pedra e cada galho
cada gota de orvalho
eu sou o chão em que piso
e a ele irei voltar
quando já feita a caminhada
minha alma descançar
quero poder virar semente
e da semente um botão
me fazer flor
brotar do chão
este é o ciclo da vida
onde tudo se transforma
se renova e não se acaba
vira apenas outra peça
que compõe a mesma estrada
(Elís Cândido/setembro de 2011)
Mais Valia
Ventania
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| Imagem retirada do Google |
Por que uivam os ventos?
Que dores eles gemem?
Quantas angústias carregam seus gritos...
De onde será que eles vêm?
Dos cantos remotos da Terra.
ou de profundezas sombrias?
De onde saem para espalhar a sua ira?
Os seus silvos.
A destruição.
Porque varrem assim nossas cidades?
E as casas.
Os jardins?
Porque agitam as grandes águas,
em ondas de uma força sem fim?
Quem lhes fez tão mal assim,
para que tragam apenas dor e sofrimentos?
Já se esqueceram de quando eram brisas,
calmas e frescas brincando nos cabelos das meninas...
O que os fez tão mal assim?
(Elís Cândido/agosto de 2011)
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