Sombras



















Quem é você?
Que me ronda
Me assombra
Me assusta
E me consome.

Quem é você?
A me espreitar
Sempre tão perto
Passo certo
No meu calcanhar

Quem pode ser?
Meu algoz, meu açoite
Feito sombra
Na luz do dia
e na escuridão da noite.

O que você quer?
Me vampirizar
Sugar o meu sangue
Minha vitalidade
Entrar no meu ser?

O que vou fazer?
Me segues, é certo...
Te sinto tão perto
Que penso em morrer.

O que é você?
Que tanto me aflige
Corrói minha alma
Me faz um insone
Na noite a vagar.

Não há mais saída!
Estou possuída!
Me atiro no abismo
e me deixo levar...

Um pensamento me assalta
neste instante fatal:
Se morro, quem morre?
Eu ou ele, afinal?

(Elís Cândido/maio de 2011)

Lembranças

as
imagem do Google
Hoje senti saudades
dos meus tempos de criança.
Das noites enluaradas,
dos gritos e gargalhadas,
num pique-esconde sem fim.

Lembrei-me das frutas roubadas
nos quintais dos vizinhos,
nos terrenos baldios.
Que tentação!
Que delícia!!

Amoras e goiabas,
jabuticabas e mangas,
araçás e pitangas...
Chupar cana ao entardecer
e fazer pipi na cama!

Era tão boa esta vida criança
de sorrisos e de esperanças,
sem preocupações
e sem medos.

Lembrei-me da velha lancheira,
que eu chamava "merendeira",
com alguma coisa gostosa
para a hora do recreio.

A velha sainha azul de preguinhas,
o "Konga" e a camisa branca
que minha mãe teimava em alvejar
e eu em encardir.

As boas Festas dos Padroeiros,
quando o largo da igreja lotava
e a gente dividia uma única maçã do amor...
Lá tinha leilão, bingos e danças
e as missas, repletas de gente.

Minha boa infância!!
De criança pobre.
De mãe costureira e pai aposentado.
De uma família simples e tão feliz!

Piões, petecas de penas de galinha,
amarelinhas riscadas no chão,
bonecas de sabugo de milho,
revistinhas de colorir com água...

Estas lembranças me aquecem o coração
e me fazem dar valor ao que tenho hoje.
Colho os frutos do esforços dos meus pais,
que me criaram, me protegeram,
me educaram e me fizeram o que eu sou.

Sou esta criança crescida,
sem papas na língua e sem limites,
com um coração cheio de amor
e de lembranças, destes tempos tão felizes!

Que bela infância eu tive!

(Elís Cândido/maio de 2011)

Um pouco de cor e de beleza...

O Mamoeiro, de Tarsila do Amaral, 1925
Imagem retirada do blogdatarsiladoamaral.blogspot.com

Mandalas

Imagem retirada de www.light-weaver.com

Sempre fui fascinada pela beleza das mandalas. Elas me encantam desde os tempos de escola, quando tive a oportunidade de ver uma mandala nas aulas de Artes. Suas cores e padrões sempre muito fortes e marcantes originam peças únicas, ricas em detalhes. 
Lendo um pouco sobre o assunto, pude aprender que as mandalas remotam a tempos antigos, tendo sido muito usadas pelos monges tibetanos e nos calendários maias.
A palavra Mandala é originada no Sânscrito e significa "centro", "círculo mágico", "universo". Em uma mandala, todas as formas que ela origina são iniciadas em um círculo, daí a sensação que temos de sermos "puxados" ou "compelidos" por uma mandala, quando a observamos atentamente.
As mandalas podem ser utilizadas para fins terapêuticos, de meditação e de culto (religiosas), além de serem amplamente aplicadas na decoração de interiores.
Existem muitos sites que exploram mais a fundo o assunto, e que, certamente levarão o leitor a uma viagem rica e interessante no universo das mandalas.
Quem quiser saber mais sobre as mandalas, ou até mesmo comprar uma, pode visitar o site http://www.mandalaarteetransformacao.com.
Mas os que preferirem uma viagem psicodélica com estas figuras, basta acessar o endereço: http://www.light-weaver.com. Neste site você poderá controlar os movimentos das mandalas. É fantástico!!

Frases e Pensamentos...


"Uma boa leitura dispensa com vantagem a companhia de pessoas frívolas."
(Marquês de Maricá)