Meme


Sou uma iniciante aqui neste mundo virtual... Meus filhos, muitas vezes riem do fato de eu não ter Orkut, Facebook, Twitter,ou sei lá mais o que!
Talvez algum dia eu ainda me renda a todas as "coisas" que a internet oferece, mas, por enquanto, confesso que não me sinto atraída por elas.
Sobre os blogs, realmente a conversa é outra! Eu sou fascinada pela facilidade de se poder escrever e ser lida por pessoas tão distantes de mim. Por poder ler e experimentar maneiras de escrever tão diversas e tão ricas!!!
Quando olho os marcadores do meu blog, fico maravilhada (a palavra é esta!) por estar sendo acompanhada por pessoas de outras cidades, estados, países!
Recebi esta semana a indicação dos meus primeiros MEMES, que aprendi significarem agrado, mimo,carinho virtual. Fiquei tão feliz que ganhei até abraços dos meus filhos!!!
Agradeço aos amigos Nuti, do Varandas Azuis e Runa, do Seguindo o Escoar do Tempo, blogs que eu sigo e recomendo, por terem se lembrado de mim. Pena não poder reenviar os Memes para vocês!!
Segundo as, regras, quem recebe um Meme deve indicar 10 ou mais blogs para receber o Meme, avisar os escolhidos e escrever e postar 10 coisas das quais você mais goste.
Um Meme torna-se, assim penso eu, como um mantra, uma coisa mágica que faz a gente ficar feliz, pensar em coisas que nos fazem felizes e querer fazer mais pessoas felizes!! É uma corrente do bem!!
Sendo assim, repasso minha felicidade aos blogs abaixo:
  • Thinker Free
  • Tensa Intensa
  • Curiosa Arte
  • Eternessências
  • Pelos Caminhos da Vida
  • Poemas e Pensamentos
  • Seda Pura
  • Terra de Esperança
  • Sonetos de Varandas Azuis
  • Palácio das Letras
As 10 coisas que mais gosto:
  • Meus filhos, minha vida, meu erro e meu acerto. Amor tão grande que chega a doer...
  • Minha família, onde posso ser eu mesma. Minha fortaleza, meu ninho...
  • Meus cachorros, minha maior alegria! Amor sincero, puro e verdadeiro...
  • Os dias de sol, com seu calor, luz, energia... 
  • O mar, indo e vindo, sempre, sempre, sempre...
As outras 05 coisas das quais eu gosto, dizem respeito aos cinco sentidos, uma vez que:
  • Sem o tato, não poderia tocar os meus filhos, sentir sua pele, cabelos... 
  • O olfato, já que sem ele não saberia o cheiro bom que vem do mar, das flores, de uma lasanha...
  • O paladar, pois de nada se assemelha ao prazer de comer. De poder comer, de ter o que se comer...
  • Minha audição, que me permite ouvir as músicas que acalentam minha alma, os passarinhos e as maritacas, os meus cachorros, os meus filhos...
  • E a minha visão. Como é bom poder ver o mundo! As maravilhas da natureza, os dias e as noites, o sol, a lua e as estrelas... Poder ler e escrever, compartilhando sonhos e sentimentos...
Estas são as coisas que eu amo e que me tornam a pessoa que eu sou. Esta pessoa imperfeita, as vezes um pouco rabugenta e teimosa, mas que tenta melhorar sempre e fazer o que acha certo... Mesmo que seja errado!


(Elís Cândido, abril de 2011)

Desconectada

imagem do Google
Ser
Estar
Permanecer
Ficar
Aprendi na escola
que são verbos de ligação.

Ser
Estar
Permanecer
Ficar
Aprendi vivendo
que são verbos sem ação.

Não quero ser a mesma sempre
Não quero estar aqui todo o tempo
Não pretendo permanecer parada
E ficar, trará raízes.

Quero é ser camaleão
Estar sempre diferente
Permanecer recolorindo
Ficar pintando novas realidades
a cada dia.

Ser
Estar
Permanecer
Ficar
Estes verbos de ligação
Estes verbos sem ação
Que me obrigaram a decorar
Não me ligam a nada
Apenas me prendem ao chão.

Pois minha cabeça continua nas nuvens...

(Elís Cândido/abril de 2011)

Os olhos do poeta

imagem do Google
O poeta tem olhos de água para reflectirem todas as cores do mundo,
e as formas e as proporções exactas, mesmo das coisas que os sábios desconhecem.
Em seu olhar estão as distâncias sem mistério que há entre as estrelas,
e estão as estrelas luzindo na penumbra dos bairros da miséria,
com as silhuetas escuras dos meninos vadios esguedelhados ao vento.
Em seu olhar estão as neves eternas dos Himalaias vencidos
e as rugas maceradas das mães que perderam os filhos na luta entre as pátrias
e o movimento ululante das cidades marítimas onde se falam todas as línguas da terra
e o gesto desolado dos homens que voltam ao lar com as mãos vazias e calejadas
e a luz do deserto incandescente e trémula, e os gestos dos pólos, brancos, brancos,
e a sombra das pálpebras sobre o rosto das noivas que não noivaram
e os tesouros dos oceanos desvendados maravilhando com contos-de-fada à hora da infância
e os trapos negros das mulheres dos pescadores esvoaçando como bandeiras aflitas
e correndo pela costa de mãos jogadas pró mar amaldiçoando a tempestade:
- todas as cores, todas as formas do mundo se agitam e gritam nos olhos do poeta.
Do seu olhar, que é um farol erguido no alto de um promontório,
sai uma estrela voando nas trevas
tocando de esperança o coração dos homens de todas as latitudes.
E os dias claros, inundados de vida, perdem o brilho nos olhos do poeta
que escreve poemas de revolta com tinta de sol na noite de angústia que pesa no mundo.


(Poema de Manuel da Fonseca, retirado do Blog Thinker Free)

Salve, Monteiro Lobato!

Hoje comemoramos 129 anos do nascimento de José Bento Renato Monteiro Lobato. Ou simplesmente Monteiro Lobato, como ele mesmo se denominou.
Menino devorador de livros, apaixonado pelas letras, pelo seu país, pela sua cultura.
Menino reprovado no Curso Preparatório. Escritor reprovado pela Academia Brasileira de Letras. Um dos mais influentes escritores basileiros do século XX. Amado e odiado. Invejado e criticado.
Figura de censo crítico aguçado. Anticonvencional por excelência, dizia sempre o que pensava, agradasse ou não. Defendia a sua verdade com unhas e dentes, contra tudo e todos. Naciolalista convicto, defendia uma arte brasileira, criada aqui, que retratasse nossos costumes, nossas lendas, nossas diversidades, nossa riqueza.
Seu amor ao país esteve presente em sua trajetória como escritor e em tudo o que fazia.
Defendia o crescimento da nação e a exploração do petróleo. Teimava em dizer que era preciso explorar o petróleo nacional para dar ao povo um padrão de vida à altura de suas necessidades. Sua carta, escrita ao Presidente Getúlio Vargas, criticando a política brasileira de minérios, acabou por levá-lo a prisão. A partir daí, passou a denunciar as torturas e maus tratos praticados pela polícia do Estado Novo.
Suas histórias demonstravam sua preocupação com os problemas sociais, com a formação de uma nova mentalidade política, com os caminhos a serem seguidos pelo seu povo.
Na literatura infantil, mostrava toda a riqueza cultural brasileira, misturando-a a figuras da literatura européia e a personagens da mitologia. Tudo era possível no seu Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Neste fantástico mundo de faz de contas, Lobato exercitava toda sua vontade de liberdade, tagarelava através da divertida e espevitada boneca de pano Emília. Criava e experimentava no corpo do aristocrático boneco de sabugo de milho, Visconde de Sabugosa. E encantava a todos com as caçadas de Pedrinho e os sonhos doces de Narizinho.
Quem não tem saudades das tardes em frente a TV, quando nos transportávamos para este paraíso encantado, através do pó de Pirlimpimpim?
Quem não teve medo dos berros do Minotauro?
Ou do enorme Pássaro Roca?
Quem não sonhou com a Cuca?
Monteiro Lobato fez parte da minha infância. Fez parte da minha construção intelectual. Foi motivador deste amor que descobri pelo mundo das letras. Amor que continuo cultivando ainda agora, aos meus 40 anos. Amor que eu transmito aos meus filhos. Amor que eu compartilho com aqueles que me acompanham aqui no Chovendo Letras.

Salve, Monteiro Lobato!!


(Elís Cândido/abril de 2011)

Frases e Pensamentos...

"livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês"

(Monteiro Lobato)