Estática

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Tudo igual
Como sempre
Nada muda
Estática!

Sinto que nada caminha
Nada evolui
Não ha progresso
Nunca!

Sou como um passageiro
De alguma coisa em movimento
Onde quem se move é ela
Não eu

Eu continuo ali
Inerte
Imóvel
Parado

Como sempre.

(Elís Cândido/ março de 2011)

Quero Ser Como Sou


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Não pretendo ser o melhor
Receio tornar-me convencido,
Não quero ser o pior,
Receio tornar-me esquecido...

Quero ser exatamente como sou
Simples, alegre, amigo de todas as horas,
Quero semear a Paz por onde quer que eu vá,
Deixar saudades quando for embora...

E, no dia em que partir desta vida,
No momento de acertar contas dos atos meus,
Quero ter a consciência tranqüila
De que realmente lutei para ser um filho de Deus.

(Moacir S. Papacosta, publicado do site Recanto das Letras)

Hora de pensar no Planeta!!

fonte: wwf/horadoplaneta2011

A Hora do Planeta é uma iniciativa da rede WWF que incentiva cidadãos, empresas e governos a apagarem as luzes por uma hora mostrando assim o seu apoio à luta contra as alterações climáticas.
 
Porquê apagar as luzes? Antes de mais nada é preciso entender que este apagar de luzes por uma hora é um gesto simbólico, mas que pode ser representativo de um elevar da consciência de todos para um problema que é, igualmente, de todos: as alterações climáticas.
A verdade é que este simples gesto tem despertado em todo o mundo compromissos capazes de ir marcando a diferença numa base diária e contínua e tem levado a uma verdadeira mudança de hábitos nas vidas de cidadãos, empresas e governos, que começam a despertar para compromissos válidos e práticos a favor desta luta.
 
Assim, apagar as luzes:

  • É mostrar que estamos preocupados com o aquecimento do planeta e queremos dar nossa contribuição, influenciando e pedindo ações de redução das emissões de gases poluentes e de adaptação às mudanças climáticas, combatendo o desmatamento e conservando os nossos ecossistemas;
  • É um incentivo ao diálogo dos manifestantes entre si e entre esses e os governos e empresas;
  • É um ato que simboliza a eficiência e o uso de todos os recursos com inteligência, responsabilidade e de forma sustentável.
Em 2010, após três anos de edição, a Hora do Planeta obteve sua maior participação voluntária: atingiu um recorde de 128 países e territórios, que se juntaram nesta exibição global a favor do planeta.

Edifícios e monumentos icônicos de todo o mundo (da Ásia ao Pacífico passando pela Europa e África e ainda Américas) ficaram às escuras para iluminar esta ideia. Pessoas de todo o mundo e de todas as esferas da vida social desligaram  as luzes e uniram-se nesta celebração e contemplação da única coisa que temos em comum: o Planeta Terra.
Este ano o movimento desafia todos a um compromisso que “Vá Além Desta Hora Na Luta Contra as Alterações Climáticas”, apelando a que, quando as luzes forem novamente acesas, reflitamos sobre o que podemos fazer para ajudar a marcar a diferença.

HORA DO PLANETA 2011
Sábado, 26 de Março
De 20:30 as 21:30

Apague as luzes e ilumine esta ideia por um Planeta Vivo.
Vá além desta hora na luta contra as alterações climáticas

Dia Mundial da Água

imagem inicial do curta

Hoje, 22 de março, Dia Mundial da Água, dedico um espaço no Chovendo Letras para a conscientização de que a água é um bem natural, não renovável e essencial para a existência da vida no nosso planeta...

Sugiro que acessem este curta, que foi apresentado no Festival Anima Mundi de 2010 e conta uma bela história baseada num mito dos ayoreos, povo indígena do Chaco Boreal, na Bolívia. Dizem eles que, no principio, havia uma avó, um grilo chamado Direjná. Ela era a dona das águas e por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava. Um dia, seus netos pediram que ela fosse embora e ela partiu, triste. Mas, na medida em que ia sumindo, também a água ia embora. Neste vídeo, a história se atualiza e na sua viagem para lugar nenhum a avó é encontrada por empresários que a aprisionam e fazem com que ela faça a água cair apenas nos seus caminhões pipa. Então, eles vendem a água. O povo passa necessidade e sofre. E Direjná também sofre. Até que um dia, o povo entende que é preciso lutar. Então….

Faroeste Caboclo

imagem thumbs.dreamstime.com
Minha cidade, tão pequena e pacata, está por demais agitada.
Nas conversas dos portões, nas rodas dos botequins, nas portas dos mercados... Não se fala em outra coisa: a onda de assassinatos.
Só neste mês foram dois.
Semelhanças, diferenças, causas, motivos, inimigos. Crime político? Drogas? Enriquecimento ilícito?
Quantos tiros? Cinco. Não, seis. Dizem que oito... Talvez tenham sido uns quinze!
Os números aumentam.
As conjecturas também.
Cochichos. Sussurros...
Vai dar gente no enterro! Uns vão para chorar e outros para sorrir!
O carro do finado, em frente a Delegacia, vira ponto turístico. Oportunidade única de extrair uma informação a mais...
Tudo vira comentário.
Tudo, menos o principal: alguém perdeu uma pai, um filho, um marido... Todos nós perdemos um pouco de nossa segurança, da nossa tranquilidade, da nossa paz.
De toda a história, esta é a única certeza. A maior verdade.
Pena que ninguém quer ver.
Pelo menos não agora.
Agora, estão todos ocupados. O importante é comentar!
Afinal não é sempre que se tem do que falar em lugar assim tão pequeno.

Minha pobre Paraíba!

Com que gosto amargo escrevo estas tortas e irônicas linhas...
Preferia os dias onde não houve do que comentar.

(Elís Cândido/março de 2011)