Frases e Pensamentos...


 
"Borboletas são pequenos mensageiros trazendo boas novas..."

Partida

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Estou indo embora
Não quero mais aqui ficar
Tranco a porta na saída
E para trás não vou olhar

Adeus

Eu sigo em paz
Não levo mágoas ou rancores
Apenas lembranças dos amores
E das dores que irei deixar

Tenho que ir

Minha vida é passageira
Não tenho tempo a perder
Sigo em frente
Não dá mais...

Adeus

Desculpe a minha pressa
Onde eu vou é longe "a beça"
Depois da curva, na estrada
Não vou mais ficar parada

(Elís Cândido/março de 2011)

SOLIDÃO

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e se inventasse um outro eu,
absolutamente novo,
insuspeito?

posso inventar.
as pessoas podem inventar.

continuaria a mesma.
voltaria, sempre volta,
sempre volto ao começo de tudo.

estou só.
não há ninguém além de mim,
como eu.

(Lília Sertã Junqueira, publicado em seu livro Instantâneos)

Do que você tem medo?

Edvard Münch
O GRITO

Do que você tem medo? Quais os seus maiores pavores? O que tira o seu sono?
Tenho plena convicção de que os nossos maiores medos dizem exatamente quem somos. Ninguém tem medo de perder aquilo o que não preza, o que não tem significado ou importância. Tememos, ao contrário, ficar sem o que nos completa, nos torna aquilo o que somos, ou achamos ser.
Qual será o motivo que levou Jesus Cristo, quando crucificado, a dizer "Pai, porque me abandonaste?!" Acho que, naquele momento, Ele teve medo. Em momento algum Ele teve medo da dor, do sofrimento, das humilhações, do abandono... Mas, naquele momento, creio que Ele teve medo de não conseguir cumprir a sua missão. Ele veio ao mundo para nos mostrar o caminho. Para dizer que somos filhos de Deus, que Ele era filho de Deus, sua imagem e semelhança. Veio para nos mostrar que nosso Pai nos ama e nos quer junto dEle... Como mostrar tudo isto se, naquele momento, também Jesus sentiu-se abandonado pelo Pai? Então Ele temeu. Não por si. Mas por nós. Pelo que seria de nós se Ele fraquejasse...
Os medos mostram o que mais valorizamos em nossas vidas.
Assim, quem ama o dinheiro teme a pobreza. Quem ama a beleza teme envelhecer. Quem ama a fama teme o anonimato. Quem não se ama teme a solidão. Quem tem medo da morte não tem certeza de ter sido bom o bastante nesta vida e de ter que responder pelos erros que cometeu...
Descobrir ou perceber quais os nossos maiores temores talvez seja então o melhor meio de nos auto-avaliarmos. De ver quem realmente somos. E de repensar nossos valores.
Será que não damos demasiado valor a coisas vazias e sem real importância? Será que estamos andando pelos caminhos certos? 
Talvez valha a pena perguntar: Do que você tem medo?

(Elís Cândido/março de 2011)




Suspiro muito e acho ótimo.

Tenho um grande amor pela vida. Não sei dizer de onde vem, nem o que provoca esse sentimento, mas sinto-o, intensamente. Calafrios com uma brisa suave, borboletas na barriga com um sorriso gentil. E toda aquela porcaria que é o mundo se dissolve nesses delicados detalhes. É bom ver o mundo além do que querem que vejamos. É o meu olhar, seletivo ou não, encontrando belezas pelo caminho.
Suspiros conseguem explicar melhor do que palavras, mas não resisto a elas... Como somos belos! E como tentamos esconder isso. É mais adequada a estupidez, a agressividade, a indelicadeza. Objetos de defesa. Estamos contra quem, mesmo? Nada mais feio numa espécie do que a autodestruição.
Amor é fraqueza, gentileza é ignorância... Os padrões de beleza estão distorcidos mesmo. Aliás, para quê padrões? Sinto, mesmo que evite, a simplicidade da vida tocando o meu rosto. E é inevitável apaixonar-se. Esquecer os defeitos, as sujeiras, os problemas... por um segundo. Deixar-se viver plenamente um abraço. Depois retomamos nossa vida, obrigações, discussões. Mas nesse segundo, deixem-me suspirar.
(Escrito por Simone Schuck, postado em seu blog Tensa Intensa, que eu sigo e recomendo)