Um pouco de cor e beleza...


Tarsila do Amaral
O LAGO


Felicidade


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Felicidade é  coisa assim
Um sentimento esquisito
Meio sem explicação
Meio sem eira nem beira

Um aconchego no peito
Borboletas no estômago
Um sorrir de não sei quê
Um estado de graça

O mundo vira uma festa
Tudo ganha mais cor
Mais vida,
Mais sabor
Quando se está feliz

Fazia tempo que eu não sentia
essa tal felicidade...

(Elís Cândido/março de 2011)

Tentativas

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Eu tentei.

Tentei ser feliz,
mas não deu.
Tentei ser correta,
e me corrompi.
Tentei ser santa
e me perdi.

Eu tentei.

Tentei ser
o que  queriam que eu fosse,
o que achavam que eu era,
o que precisava ser.
Eu juro que tentei.

Mas agora estou farta.
Já não sei mais quem sou.
Não sei aonde vou.
E não quero mais ser assim.
Não quero tentar.

Quero só seguir em frente.
Acordar e tomar o meu café.
Ver um filme na TV.
Sorrir do nada.
Ser feliz.

Não quero ser coisa alguma,
além daquilo o que sou.
Quero ser apenas eu.
Com falhas e imperfeições,
sorrisos e lágrimas,
erros e acertos.

Sem tentar ser nada mais...


(Elís Cândido/ março de 2011)

O Nevoeiro

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Uma tristeza enorme tomou conta de mim
Densa e fria como um nevoeiro
Embaçou os meus olhos
Já não enxergo as cores
Não percebo o sol
Nem minha imagem no espelho.

Este nevoeiro
Não me deixa respirar
Quanto mais aspiro
Mais sufoco
Quanto mais anseio a vida
Mais próxima fico da morte.

Melhor então ficar quieta.
Me encolher dentro de mim
Como caramujo
Em segurança e só
E esperar que ele se vá.


(Elís Cândido/ março de 2011)

Cativo














A tristeza
Tomou conta de mim
Me envolveu com seu abraço
Escureceu o meu redor
E criou raiz.


Minha respiração virou suspiro
Meu falar virou lamento
Meu viver tornou-se angústia
E os meus dias um tormento.


Ela é meu vício
Meu ópio
E embriaguez.


Sou seu refém
Estou cativo dentro de mim
E me deixo ficar
Pois já não sei viver sem ela.


Afinal,
Somos tudo o que restou:
O silêncio.
A escuridão.
A tristeza.
E eu.

(Elís Cândido/ para Frederico Sijhad e todos os que fazem da tristeza poesia)